Mais de 3,6 mil gestantes e puérperas imunizadas com AstraZeneca aguardam 2ª dose em MS

Mais de 3,6 mil gestantes e puérperas imunizadas com AstraZeneca aguardam 2ª dose em MS

A imunização com AstraZeneca em gestantes deixou de ser utilizada de forma preventiva desde 11 de maio pelo Ministério da Saúde após recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em MS, 3.637 gestantes e puérperas tomaram a primeira dose da vacina e aguardam definição para tomar a segunda dose. A recomendação é que este público tome dose reforço da CoronaVac ou Pfizer.

Conforme a SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde), o Ministério da Saúde é quem deve definir qual fabricante de vacina será destinado às grávidas como segunda dose. A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, mas até o fechamento deste material, não havia nenhum posicionamento. 

No Rio de Janeiro, a decisão para dar prosseguimento na imunização de gestantes e mulheres que tiveram bebês há até 45 dias, partiu do governo estadual. Para aquelas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca antes da suspensão pelo Ministério da Saúde, poderão completar o esquema vacinal com a segunda dose da Pfizer. Segundo o secretário de saúde do estado, Alexandre Chieppe, a decisão foi tomada pela equipe técnica da secretaria em acordo com os municípios.

Anvisa propõe suspensão de vacinação com Janssen para grávidas

Além da AstraZeneca, a Anvisa recomendou, na última sexta-feira (2), que grávidas não tomem dose da Janssen devido às reações adversas. A fórmula do imunizante foi adicionada à lista de restrições. Em Mato Grosso do Sul, apenas quatro gestantes receberam dose do imunizanteConforme dados do vacinômetro da SES (Secretaria Estadual de Saúde), três grávidas em Campo Grande e uma em Fátima do Sul receberam a dose única da Janssen. 

A suspensão foi feita para evitar casos de trombose e formação de coágulos sanguíneos, efeitos adversos considerados muito raros após a vacinação com fórmulas com vetor adenoviral.

O órgão pede ainda que seja criado um sistema para identificar casos suspeitos da reação. Os sintomas mais comuns são falta de ar, dor no peito, inchaço ou dor nas pernas, dor abdominal persistente, dor de cabeça grave e persistente, visão turva, confusão, convulsões, manchas vermelhas no corpo, hematomas ou outras manifestações no local da injeção. Pacientes que apresentarem os sintomas devem procurar serviço médico.

No novo comunicado, a agência lembra da importância da vacinação e que os imunizantes citados são seguros e devem ser aplicados na população em geral. “A Anvisa reforça a relação benefício-risco favorável das vacinas contra Covid-19 autorizadas para uso no país, sendo essencial a continuidade da imunização da população”, diz o documento.

As gestantes estão no grupo de prioridades para a vacina contra a Covid-19 desde abril. Segundo a Fiocruz, a taxa de letalidade entre as grávidas é de 7,2% – na população geral, o índice é de 2,8%. Até o final de junho, 1.156 gestantes faleceram em consequência da infecção.